terça-feira, 15 de julho de 2008
Um dia....
Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e voc~e não terá nenhum para discar...
Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há alguém solidário o bastante para sair correndo e te dar um abraço...
Nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo páre de girar...
Nessa frção de segundos, quando seus pés se perderem do chão, você vai lembrar da minha ternura e do meu sorriso bobo e infantil.
Virão súbitas memórias gostosas dos meus abraços e beijos, da mina preocupação com você...
E só vão ter algumas músicas repetindo no seu rádio: as nossas.
Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho delicioso de novo...
O nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre...
E quando você finalmente discar meu número, ele estará ocupado demais, ou new será mais o mesmo, ou até eu new queira mais te atender...
E se você bater na minha porta ela estará muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia.
Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto.
O nome do enjôo que vc vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza.
Então, quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados...
Você encontrará a famosa solidão...
A partir daí o que acontecerá chama-se surpresa...
E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima...
é o tal do TEMPO que você tanto falava!...
Aqui....

Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada
Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui...
Confesso...

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão incostante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não te deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta, é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei de mais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perdendo assim é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo, ou não volte mais...
Não vou pedir a porta aberta, é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei de mais
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo, ou não volte mais...
Não vou pedir a porta aberta, é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei de mais