quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Todo amor que houver nessa vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida

Outra vez...

É que eu posso descansar, eu sei


Se uma noite eu vou chorar? Talvez

Amanhã, vou despertar e, aqui no coração

Tudo em paz, vou me levantar outra vez
Ela imagina flores
Com cores que não existem em nenhum jardim
Tem amigos imaginários
Que pra toda pergunta
Respondem sim
Tem olhos que contam segredos
E medos que ninguém quer revelar
Um mar de rosas imperfeito
Que parte ao meio pra ela atravessar
Ela olha o céu encoberto
E acha graça em tudo que não pode ver
Imagens lentamente derretem
Prometem coisas que ela sabe que nunca vai ser
ela é leve como o ar


Foi embora e não voltou
Como você e todo o mundo
Eu também finjo que eu sei
Quem eu sou

Ela começa a flutuar
As pessoas passam, olham e não veem
A cor do céu começa a mudar
Eu não entendo como os outros não percebem também


Foi embora e não voltou
Como você e todo o mundo
Eu também finjo que eu sei
Quem eu sou