Como alguém espera por algo que não acredita?
A resposta está em Nietzsche:”Humano, demasiado humano”?
Demasiadamente fraco e esperançoso.
Presunçoso, talvez.
Como alguém vive algo que nem realmente sabe o que significa -
- uma espécie de “relação coisal” ?
Como alguém chora por algo que nunca teve?
Apenas almejou aquilo, mas ao menos sabe se seria bom.
Como alguém pode saber o que de fato é bom pra si?
Senso comum?
Conhecimento científico?
Hipóteses e suposições?
Seria tudo isso a crença no impossível?
Ou o destemido ato da fé?
Ignorância?
Humano, demasiado humano.
Por que alguém surrupia a verdade, destrói o senso e julga-se feliz?
Seriam os filmes hollywoodianos culpados por misturarmos ficção com realidade e acabarmos frustrados?
Seria a utopia vigente nesse mundinho, culpada pela necessidade de vermos magia e encanto em quase tudo – inclusive nas pessoas?
Humano, demasiado humano.
Em demasia, engano!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008

É chamado de espírito livre aquele que pensa de modo diverso do que se esperaria com base em sua procedência, seu meio, sua posição e função, ou com base nas opiniões que predominam em seu tempo. Ele é exceção, os espíritos cativos, a regra; [...] De resto, não é próprio da essência do espírito livre ter opiniões mais corretas, mas sim ter se libertado da tradição, com felicidade ou com um fracasso. Normalmente, porém, ele terá ao seu lado a verdade, ou pelo menos o espírito da busca da verdade: ele exige razões; os outros, fé."
“Que sabem vocês disso, que podem vocês saber disso, da astúcia de autoconservação, da racionalidade e superior proteção que existe em tal engano de si – e da falsidade que me é necessária para que continue a me permitir o luxo de minha veracidade?... Basta, eu ainda vivo.”
(F. Nietzsche - Humano Demasiado Humano)
Vamos nos permitir....
Eu vejo a vida
Melhor no futuro
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insisteEm nos rodear...
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão...
Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...
Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir
Melhor no futuro
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insisteEm nos rodear...
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão...
Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...
Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir
Amizades circunstanciais
Já virou clichê: “amigo é coisa para se guardar do lado direito do peito, mesmo que o tempo e a distância digam não”. Será? Somente desculpas como esse trecho da música do Milton Nascimento compensam a ausência de um amigo?
É verdade que somos muito mais condescendentes com amigos do que com namorados (as) e afins. Somos facilmente levados a aceitar a falta e os defeitos de um amigo e totalmente incapazes de escutar sem retrucar qualquer justificativa de ato falho do (a) parceiro (a). Por isso que os relacionamentos amorosos são efêmeros?
Talvez porque amizade seja mesmo como na definição de Aristóteles que a divide em três formas: utilitária, prazerosa e a perfeita. Todas elas são baseadas no querer o bem para o amigo. Porém, de acordo com o motivo que rege a amizade.
O querer bem não é necessariamente para a pessoa e o que ela é mas para o que ela possa representar. Em uma amizade utilitária, por exemplo, um amigo deseja que o outro sempre esteja emocionalmente equilibrado para poder ouvi-lo e aconselha-lo, pois este é seu porto seguro. Abrindo um parênteses: curiosamente o filósofo dizia que “as mulheres não exercem a amizade em sua plenitude, pois são propensas às lamentações e suas relações com o outro derivam de situações aflitivas e de tristeza”. Não é à toa que certas mulheres tendem a se unir nos momentos mais tristes. Até parece que há uma competição para saber quem sofre mais. Caso clássico quando namoros são rompidos. Fecha parênteses.
A amizade por prazer não é muito diferente e, penso eu, é a mais comum. Admira-se a pessoa não por seu caráter, mas pelo o que ela possa oferecer de agradável e vantajoso. Grosso modo, a típica amizade de balada. Sabe aquela amiga que te acha uma companhia super divertida e só te liga sábado à noite? Então... É mais uma amizade circunstancial.
Para Aristóteles, a amizade perfeita é a mais rara e existe entre aqueles que desejam o bem um para o outro da mesma forma porque sentem assim e não por questões de circunstâncias. A amizade perfeita requer intimidade e tempo de convivência para que as pessoas se mostrem, adquiram confiança e identifiquem suas semelhanças. Não basta apenas se dizer ou querer ser amigo. Amizade é “reconhecer no outro si mesmo e amar mutuamente”.
Amigos circunstanciais tenho inúmeros! Eles são perfeitos no que diz respeito à distração. Utilitários e prazerosos, sim. É uma troca consciente. Distinguí-los é o segredo para uma boa convivência e para evitar decepções. Afinal, quantos amigos se dizem perfeitos da boca para fora: “o que precisar estou aqui”.
Claro que tenho amigos os quais considero perfeitos. Poucos, que conto apenas nos dedos de uma mão e que me são caros. Alguns de longa data, outros mais recentes e não menos importantes. Sou privilegiada pelas grandes amizades que mantenho e por elas faria qualquer coisa. Infelizmente, nem tudo está dentro da minha capacidade.
Os compromissos do dia-a-dia realmente impedem de estarmos constantemente juntos trocando confidências ou simplesmente jogando conversa fora, mas tento estar presente ao máximo na vida de meus amigos e, o melhor, não preciso cobra-los para que façam o mesmo. Eles naturalmente sabem a diferença que faz alimentar uma amizade e que ela não é limitada a isso ou àquilo. Todas as formas são essenciais e se complementam quando o amigo é verdadeiro. A amizade tem o dom de exercitar nossas virtudes em diferentes circunstâncias. E é fato: sem ela a vida seria bem mais complicada e menos saudável.
"Tem os que passam
e tudo se passa
com passos já passados
tem os que partem
da pedra ao vidro
deixam tudo partido
e tem, ainda bem,
os que deixam
a vaga impressão
de ter ficado"
Meninas são tão mulheres...
Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem!
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos
Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu não sei o que faço
Aqui de palhaçoSeguindo seus passos
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos....
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